Agradecimento

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sábado, 25 de fevereiro de 2012

TITANIC DE CAMERON É PLÁGIO?



Em San Diego uma mulher de Imperial Beach entrou com uma ação federal na sexta-feira contra a Paramount Pictures, alegando que várias idéias usadas no filme "Titanic" de 1997 foram roubadas de um romance que ela escreveu anos antes."Titanic" é atualmente o segundo filme de maior sucesso de todos os tempos, com mais de US $ 2 bilhões de receitas em todo o mundo. O filme será relançado em 3D nos cinemas a 4 de Abril. Princess Samatha Kennedy, assim se chama a queixosa,entrou com uma ação de 16 páginas escritas à mão num tribunal federal na semana passada, detalhando como James Cameron e a Paramount terão usado várias de suas idéias como inspiração para dezenas das cenas mais famosas do filme, incluindo a cena em que Jack (Leonardo DiCaprio) esboçou um retrato nu de Rose (Kate Winslet) nos seus aposentos."Chorei muitas, muitas vezes, eu até fiquei doente no ano passado", disse Kennedy. "Acho que eles me fizeram mal."Kennedy ainda acrescenta que muitas outras cenas foram roubadas incluindo uma das primeiras cenas, quando Jack ganha o seu bilhete para embarcar no Titanic, bem como a cena em que Jack e Rose fazem amor num carro no porão do navio."Tenho 480 páginas de frente e verso com comparações entre o meu trabalho com direitos autorais e as cenas do filme", disse Kennedy.Quando lhe foi questionado por que motivo ela não avançou mais cedo com a queixa e só o fez agora ao fim de 15 anos de lançamento do filme, ela respondeu: "Eu não vou a um cinema desde 1994 ou 95."Ela disse que durante o lançamento do filme "Titanic" em 1997, o seu pai tinha falecido e ela estava muito envolvida no luto para ter vontade de assistir a filmes. Mas quando Kennedy finalmente viu o filme, muitos anos depois, ela disse que percebeu imediatamente os paralelos."Eu vi o filme no ano passado e fiquei surpresa", disse ela. "Eu comecei a ver uma série de semelhanças."Kennedy, que admitiu que as suas afirmações podem soar um pouco a loucura, disse que a Paramount roubou muito do seu romance através do processo de pesquisa legal (um processo de pesquisa de livros etc, para produção de filmes), porque ela estava processando o estúdio sobre um outro assunto. Ela disse que tem cartas da Paramount mostrando os pedidos do estúdio para avaliar o seu material literário neste processo de pesquisa.A estação de televisão abc 10News pediu para ver as cartas, assim como as páginas de seu romance, que ela alega coincidir com as cenas do "Titanic", mas Kennedy disse que elas estavam todas num armazém em Oceanside.O caso será tratado por um juiz federal, que decidirá se o caso tem ou não consistência suficiente para avançar.

O Mar dos mortos


O SS Atlantic, da White Star Line, que sucumbiu em 1873: 562 mortos perto de Halifax, Nova Scotia, no trajeto de Liverpool a NY

Naufrágios de transatlânticos não são novidades em águas internacionais, mas a tragédia do RMS Titanic, ao suplantar de forma arrebatadora todos os seus predecessores no mundo ocidental, coloca um ponto de interrogação ao lado das garantias de segurança fornecidas pelas companhias marítimas. Afinal, a fama que acompanhou o Titanic durante seu período de construção era a de ser um navio livre de qualquer perigo - lema que refletiu até mesmo na incrédula declaração do vice-presidente da White Star Line, Philip Franklin, logo depois de ouvir a notícia do desastre: "Pensei que o Titanic fosse inafundável, era essa a opinião dos melhores especialistas. Não consigo entender".
O fogo consome o General Slocum: mais de mil mortos, na maioria mulheres e crianças
A duras penas, as famílias de mais de 1.500 passageiros tragados pelas águas geladas do Atlântico descobriram que, em se tratando de travessias marítimas, não há homens ou máquinas que possam oferecer garantias. O naufrágio do Titanic supera em número de vítimas a maior marca deste século, a do navio americano SS General Slocum, que pegou fogo quando navegava pelo East River de Nova York no dia 15 de junho de 1904 e causou a morte de 1.020 pessoas, na maioria mulheres e crianças da comunidade alemã da cidade, que haviam fretado o navio para uma excursão. Naquela ocasião, de acordo com o relato de alguns sobreviventes - em número de aproximadamente 300 -, a calamidade foi potencializada pelo estado deteriorado de conservação de coletes salva-vidas, bóias de segurança e botes.
Fúnebres recordes - O terrível destino do Titanic também fez suplantar outras duas infaustas marcas de desastres marítimos, todas ocorridas também nos primeiros anos desde século, dado alarmante para o mundo da navegação. A mais recente tragédia ultrapassa o maior acidente da história de um navio civil com bandeira britânica. Em maio de 1902, o SS Camorta, pertencente à British India Steam Navigation Company, afundou na baía de Bengala em meio a um ciclone, matando todos os 655 passageiros e 82 tripulantes. Além disso, torna-se o maior infortúnio já registrado nas águas do Atlântico. Antes, o SS Norge, transatlântico dinamarquês que também tinha como destino Nova York e colidiu com a ilhota rochosa de Rockall, a oeste da Escócia, havia produzido 635 vítimas em junho de 1904.
O SS Norge: recordista antes do Titanic
Ao menos por enquanto, o acidente de maior proporção da história das águas internacionais segue sendo o naufrágio do junco Tek Sing, navio à vela chinês que afundou em fevereiro de 1822 ao sul da China, depois de colidir com um recife. A embarcação tinha como destino Jacarta, na Indonésia, e transportava cerca de 1.800 passageiros e uma grande carga de porcelana. Mais de 1.600 pessoas morreram - as demais foram resgatadas pelo navio inglês East Indiaman, que passava pelas redondezas na manhã seguinte e avistou alguns sobreviventes. Resta saber se a cega competição entre as linhas marítimas ocidentais, cada qual correndo ferozmente para suplantar a concorrência, não acabará por relegar a segurança a segundo plano e repetir tormentos como o do Titanic.

Instalação das caldeiras


As caldeiras


As caldeiras prontas antes de serem instaladas
(Comparadas com uma pessoa que esta abaixo logo ao fundo)

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Mulheres e crianças primeiro

                                            A experiente tripulação: capitão Smith (de barba) pediu socorro, mas não houve tempo 
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Quando o veteraníssimo capitão britânico Edward Smith, de volta à cabine, percebeu que sua embarcação havia sido comprometida, imediatamente ordenou o envio de sinais de socorro - tanto via foguetes sinalizadores quanto mensagens de S.O.S., pelos operadores do sem-fio - e a imediata evacuação do Titanic. Mas os 20 botes salva-vidas presentes no navio acomodavam apenas um número máximo de 1.178 passageiros - número que estava dentro da regulamentação inglesa para navios de mais de 10.000 toneladas, mas insuficiente para acomodar as 2.223 pessoas que estavam a bordo do transatlântico. Os oficiais Murdoch e Lightoller comandaram então a distribuição dos passageiros nos botes, tendo como diretriz a regra internacional de embarcar prioritariamente mulheres e crianças. Por volta de 0h45 de 15 de abril, o primeiro bote foi ao mar. Dos 65 lugares disponíveis, ele levava apenas 28 passageiros. Naquele momento, muitos ainda não acreditavam que o transatlântico novo em folha estivesse realmente em perigo.
Apenas quando a água gelada começou a invadir as cabines e os salões de jogos é que a irreversibilidade da situação ficou patente. Engenheiros calculam que, uma hora após o choque, mais de 25.000 toneladas de água tenham inundado o navio. Por volta da 1h30, a proa estava totalmente submersa. Pouco mais de 45 minutos depois, quando todos os botes salva-vidas já estavam ao mar, a popa inclinou-se num ângulo de 45 graus, e o peso titânico da estrutura fez a embarcação rachar-se entre a terceira e quarta chaminés. Às 2h20, o Titanic, pérola da White Star Line, foi completamente engolido pelo oceano Atlântico. Era o fim do mais rico e moderno transatlântico já concebido pelo homem - e apenas o início do martírio de seus outrora orgulhosos passageiros.
O iceberg: o gelo tinha marcas de tinta
Dezenas de pessoas ainda estavam no convés, e muitas lançaram-se desesperadamente rumo às águas geladas, buscando agarrar-se a algum destroço do navio ou ser resgatado por um dos botes salva-vidas. Poucos barcos, porém, retornaram para as proximidades do local onde o Titanic desaparecera. Seus ocupantes temiam que a força de sucção da água revolta pelo naufrágio, ou mesmo o desespero das pessoas tentando subir nos botes, causassem nova tragédia. Assim, enquanto os pequenos barcos vagavam na escuridão à espera de resgate, com cerca de 700 almas trêmulas de frio, algo em torno de 1.510 pessoas teriam seu destino selado ali mesmo, no local do naufrágio, a maioria absoluta morrendo em decorrência de hipotermia causada pela temperatura da água, 2ºC negativos. No total, 80% dos homens e 25% das mulheres feneceram. Aparece então outra indagação: por que os botes salva-vidas não foram lançados com suas capacidades máximas? Tivesse sido esse o desfecho, pelo menos mais 500 pessoas estariam salvas.