Agradecimento
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
O GAROTO JACK O'DELL
Apoiado na amurada do Titanic, o jovem Jack O’Dell olha o mar. Filho de Herbert O’Dell e Lilly May O’Dell, Jack vinha de uma família rica. Seu pai tinha um grande negócio no ramo de peixes na Grã Bretanha, além de ser membro sênior da Fishmongers’ Livery Company, em Londres. Por algum motivo, seu pai não foi ao passeio, era um feriado escolar. Jack O’Dell estava acompanhado da sua mãe, sua irmã Kate e mais dois tios, além do amigo da família o Padre Francis Browne.
O passatempo da família era fotografia. Sorte a nossa, pois a maioria das fotos do Titanic é desta família e do Padre Browne. Eles nem imaginavam que estariam fazendo parte de um evento histórico da humanidade. Suas fotografias gravariam aquela época e tornar-se-iam famosas por causa de sua autenticidade e de sua unicidade.
Finalmente o grande dia. Era quarta-feira, 10 de abril de 1912. A viagem seria apenas de um dia, mas seria uma viagem emocionante, afinal estavam no maior navio do mundo, o RMS Titanic.
Jack O’Dell encantou-se com tamanha grandeza e beleza. Nunca tinham visto um navio tão alto e daquele tamanho. A primeira coisa que todos fizeram foi procurar as suas cabines no deck B. Uma vez que estas tinham sido encontradas, Jack encontrou seus tios e o Padre Browne, armados com suas câmeras foram no deck fotografar. Realizava-se neste momento os primeiros retratos mais famosos na nossa época, da vida a bordo do Titanic. Fotografias únicas. No momento da partida quase houve um acidente com o navio New York, as fotos são da família O’Dell.
É muito provável que em Cherbourg, Jack tenha prestado atenção nos passageiros que desembarcavam e também nos que embarcavam. Após várias aventuras com outros garotos pelo navio, chegou o momento de desembarcar. Queenstown estava próxima e nada melhor do que aproveitar mais um pouco a viagem. Realizando junto o último passeio pelo deck, Kate fotografou Jack ao lado de seus tios e da sua mãe.
Ao desembarcar Padre Browne fotografa a última imagem do Capitão na ponte de comando. Já em terra firme Kate O’Dell fotografa o Titanic, tornando a última foto deste fabuloso navio, pois dois dias depois ele será golpeado por um iceberg e afundará.
PADRE THOMAS ROUSSEL DAVIDS BYLES
Thomas Roussel Davids Byles nasceu em Yorkshire, Inglaterra, no dia 26 de fevereiro de 1870. Filho de Louisa Davids e Alfred Holden Byles; era o filho mais velho dentre as sete crianças. O pai de Byles era um ministro congregacional e um homem de negócios bem sucedido.
Thomas Byles foi educado na faculdade de Leamington e na escola de Rossall, Fleetwood - Lancashire, onde era um “erudito” e monitor da escola para a Casa Crescente.
Em 1889, Thomas Byles foi à faculdade de Balliol – Oxford, onde estudou matemática, história moderna e teologia. Ao estudar em Oxford converteu ao catolicismo e o ano seguinte foi trabalhar como mestre na faculdade do St. Edmund. Thomas Byles trabalhou em St. Edmund até 1899, quando viajou a Roma para estudar para o sacerdócio. Foi ordenado em 15 de junho de 1902. Em 1903, terminou seus estudos em Roma. Entre 1905 a 1912, Thomas Byles foi reitor em Ongar no condado de Essex - Inglaterra.
Thomas Byles viajava para a América com a missão de celebrar o casamento do seu irmão mais novo, William Byles com o seu amor Katherine Russell, no Brooklyn. Com o bilhete de segunda classe, número 244310 ao custo de 13 libras, Thomas Byles embarcou no Titanic em 10 de abril de 1912.
Há relatos de que enquanto a proa mergulhava em direção ao fundo, centenas de passageiros da 2ª e 3ª classe ouvem o padre Thomas Byles reunidos no final do convés de botes. Thomas Roussel Davids Byles morreu no naufrágio.
Curiosidades: Katherine e William não adiaram a data do seu casamento. Mandaram outro padre celebrar a cerimônia. Um jornal do Brooklyn relatou que os noivos foram para casa após o casamento, trocaram de roupa e retornaram à igreja para uma missa memorável. O casal então saiu para uma curta lua de mel em New-Jersey.
Thomas Byles foi educado na faculdade de Leamington e na escola de Rossall, Fleetwood - Lancashire, onde era um “erudito” e monitor da escola para a Casa Crescente.
Em 1889, Thomas Byles foi à faculdade de Balliol – Oxford, onde estudou matemática, história moderna e teologia. Ao estudar em Oxford converteu ao catolicismo e o ano seguinte foi trabalhar como mestre na faculdade do St. Edmund. Thomas Byles trabalhou em St. Edmund até 1899, quando viajou a Roma para estudar para o sacerdócio. Foi ordenado em 15 de junho de 1902. Em 1903, terminou seus estudos em Roma. Entre 1905 a 1912, Thomas Byles foi reitor em Ongar no condado de Essex - Inglaterra.
Thomas Byles viajava para a América com a missão de celebrar o casamento do seu irmão mais novo, William Byles com o seu amor Katherine Russell, no Brooklyn. Com o bilhete de segunda classe, número 244310 ao custo de 13 libras, Thomas Byles embarcou no Titanic em 10 de abril de 1912.
Há relatos de que enquanto a proa mergulhava em direção ao fundo, centenas de passageiros da 2ª e 3ª classe ouvem o padre Thomas Byles reunidos no final do convés de botes. Thomas Roussel Davids Byles morreu no naufrágio.
Curiosidades: Katherine e William não adiaram a data do seu casamento. Mandaram outro padre celebrar a cerimônia. Um jornal do Brooklyn relatou que os noivos foram para casa após o casamento, trocaram de roupa e retornaram à igreja para uma missa memorável. O casal então saiu para uma curta lua de mel em New-Jersey.
O ator James Lancaster fez o papel de Thomas Byles no filme Titanic de James Cameron. Veja foto abaixo:

ABC leva ao ar miniserie sobre o Titanic
"Titanic" é uma série de quatro partes que irá estrear sábado, 14 de abril as 19:00 na ABC. A série vai terminar no domingo, 15 de abril às 8 horas, o dia que marca o 100 º aniversário do naufrágio do RMS Titanic em 15 de abril de 1912.
A série foi filmado em Budapeste, Hungria e traz personagens tanto ficcionais e históricas, que vão desde passageiros da terceira classe e da tripulação passa entre os clientes da classe alta e funcionários, todos se reúnem em um final inesquecível, de acordo com um comunicado de imprensa do ABC.
Os espectadores irão sentir-se comoventes no Titanic em seus últimos momentos através dos personagens que eles vêm a conhecer tão bem e saber quem vai sobreviver e quem não.
"Titanic" trara Linus Roache (“Law & Order,” “Batman Begins”), Geraldine Somerville (the “Harry Potter” filmes), and Perdita Weeks (“The Tudors”) , juntamente com muitos outros.
"Titanic" foi criado por Nigel Stafford Clark ("Bleak House") e escrito por Julian Fellowes (2011 Emmy Award para Melhor Minissérie e Melhor Roteiro de Minissérie; 2012 Globo de Ouro de Melhor Minissérie para "Downton Abbey").
A série foi filmado em Budapeste, Hungria e traz personagens tanto ficcionais e históricas, que vão desde passageiros da terceira classe e da tripulação passa entre os clientes da classe alta e funcionários, todos se reúnem em um final inesquecível, de acordo com um comunicado de imprensa do ABC.
Os espectadores irão sentir-se comoventes no Titanic em seus últimos momentos através dos personagens que eles vêm a conhecer tão bem e saber quem vai sobreviver e quem não.
"Titanic" trara Linus Roache (“Law & Order,” “Batman Begins”), Geraldine Somerville (the “Harry Potter” filmes), and Perdita Weeks (“The Tudors”) , juntamente com muitos outros.
"Titanic" foi criado por Nigel Stafford Clark ("Bleak House") e escrito por Julian Fellowes (2011 Emmy Award para Melhor Minissérie e Melhor Roteiro de Minissérie; 2012 Globo de Ouro de Melhor Minissérie para "Downton Abbey").
100 anos depois: Expedição aos destroços do Titanic
O megassucesso de bilheteira Titanic, realizado por James Cameron, retrata, com uma boa dose de romance à mistura, a tragédia do naufrágio de 1912. Passados cem anos sobre a tragédia que tirou a vida a 1500 pessoas, algumas empresas propõe aos fãs de Titanic ver os destroços do navio de perto, bem perto. Cada expedição dura em média 5 dias cada e leva o viajante ao local onde se encontram os destroços do célebre navio, afundado na sua viagem inaugural.
Este programa exclusivo, para o mínimo de vinte pessoas, leva os participantes numa viagem ao passado e às memórias ainda vivas do Titanic. Para chegar até às profundezas é necessário descer mais de três mil metros. A descida até o navio é feita num submarino russo, semelhante ao usado nas filmagens do filme de Cameron.
Transportados um a um nesta unidade, os aventureiros têm a possibilidade de observar, com recurso de última geração, os pedaços do navio cobertos de lodo, objetos pertencentes aos seus ocupantes e peças de mobiliário que guardam uma das histórias mais famosas do século XX.
Durante as sessões de mergulho vários peritos no assunto explicam detalhes aos participantes como se foi o acidente e as suas consequências. A viagem por terra inicia-se em Halifax, capital da Nova Escócia, o local onde se refugiaram muitos dos sobreviventes que conseguiram escapar.
Dali ruma-se a Saint John’s, a mais antiga cidade inglesa fundada na América do Norte. No dia seguinte embarca-se num cruzeiro com destino ao Sul da ilha de Newfoundland – para o arranque da expedição submarina. Uma oportunidade única para recordar passo a passo aquele que foi considerado um dos maiores desastres marítimos da história.
Alguns relatos Parte 3
Do relato do norte-americano Washington Dodge, 52 anos, passageiro da Primeira Classe e ocupante da cabine A34, com a esposa Ruth, 34 anos, e o filho Washington Jr., 4 anos:
(...) Notei que os motores pararam e, em seguida, ouvindo passos apressados no convés superior, exatamente sobre nossa cabine, achei melhor investigar. Parcialmente vestido, deixei a cabine e me encontrei com meia dúzia de homens, todos especulando a respeito do incidente. Enquanto conversávamos, passou por nós um tripulante, com pressa, e perguntei-lhe que tipo de problema tínhamos. Ele garantiu que não era sério, provavelmente uma avaria nas hélices.
(...) Para investigar melhor; fui ao convés A, onde um grupo de homens conversava animadamente. Um deles comentou que o impacto fora no gelo. Quando um dos outros lhe questionou a autoridade no assunto, ele replicou:
- Vá ao tombadilho da popa e veja por si mesmo.
Tomei eu a iniciativa de ir até o fim do convés A e, olhando para baixo, vi um sem-número de fragmentos de gelo perto da amurada de estibordo, o bastante para encher várias carroças.
Enquanto eu estava ali aconteceu algo que me fiz ter consciência de que o problema era sério. Dois fornalheiros apareceram no convés e um deles me perguntou:
- O senhor acha que há perigo?
- Perigo há se o navio fizer água - respondi -, e sobre isto vocês devem saber mais do que eu.
O homem tornou, alarmado:
- A água estava na sala da caldeira quando escapamos.
Neste momento, vi no tombadilho da popa que alguns passageiros da Terceira Classe se divertiam caminhando sobre o gelo e chutando-o. O iceberg eu não vi.
(...) Quando chegamos ao convés dos barcos, o primeiro bote de estibordo já estava pendurado nos turcos e ocupado por algumas pessoas. O oficial chamava mulheres e crianças para completá-lo, mas parecia difícil achar alguma que quisesse fazê-lo. Eu mesmo hesitava em embarcar minha mulher e meu filho, sem saber o que era melhor: que permanecessem no navio ou se arriscassem num bote que precisava descer quase 30 metros até a água. Enquanto os vestia com os coletes, ouvi a ordem do oficial:
- Lançar!
(...) Passada meia hora do lançamento do bote13, olhando para o navio, para a linha das vigias iluminadas, observeique estava muito inclinado para a frente e ia aumentando o grau da inclinação. Fiquei chocado. Ninguém no bote imaginava que fosse afundar.
(...) Com o desaparecimento do navio, um sentimento de solidão e uma profunda depressão se apossaram dos que estávamos no bote. Quase não falávamos, mas ouvi alguém dizer: “Podemos ficar aqui por muito tempo, até que nos achem”. Nós nos ocupávamos, incansavelmente, em esquadrinhar o mar em busca da luz de outro navio.
(...) Notei que os motores pararam e, em seguida, ouvindo passos apressados no convés superior, exatamente sobre nossa cabine, achei melhor investigar. Parcialmente vestido, deixei a cabine e me encontrei com meia dúzia de homens, todos especulando a respeito do incidente. Enquanto conversávamos, passou por nós um tripulante, com pressa, e perguntei-lhe que tipo de problema tínhamos. Ele garantiu que não era sério, provavelmente uma avaria nas hélices.
(...) Para investigar melhor; fui ao convés A, onde um grupo de homens conversava animadamente. Um deles comentou que o impacto fora no gelo. Quando um dos outros lhe questionou a autoridade no assunto, ele replicou:
- Vá ao tombadilho da popa e veja por si mesmo.
Tomei eu a iniciativa de ir até o fim do convés A e, olhando para baixo, vi um sem-número de fragmentos de gelo perto da amurada de estibordo, o bastante para encher várias carroças.
Enquanto eu estava ali aconteceu algo que me fiz ter consciência de que o problema era sério. Dois fornalheiros apareceram no convés e um deles me perguntou:
- O senhor acha que há perigo?
- Perigo há se o navio fizer água - respondi -, e sobre isto vocês devem saber mais do que eu.
O homem tornou, alarmado:
- A água estava na sala da caldeira quando escapamos.
Neste momento, vi no tombadilho da popa que alguns passageiros da Terceira Classe se divertiam caminhando sobre o gelo e chutando-o. O iceberg eu não vi.
(...) Quando chegamos ao convés dos barcos, o primeiro bote de estibordo já estava pendurado nos turcos e ocupado por algumas pessoas. O oficial chamava mulheres e crianças para completá-lo, mas parecia difícil achar alguma que quisesse fazê-lo. Eu mesmo hesitava em embarcar minha mulher e meu filho, sem saber o que era melhor: que permanecessem no navio ou se arriscassem num bote que precisava descer quase 30 metros até a água. Enquanto os vestia com os coletes, ouvi a ordem do oficial:
- Lançar!
(...) Passada meia hora do lançamento do bote13, olhando para o navio, para a linha das vigias iluminadas, observeique estava muito inclinado para a frente e ia aumentando o grau da inclinação. Fiquei chocado. Ninguém no bote imaginava que fosse afundar.
(...) Com o desaparecimento do navio, um sentimento de solidão e uma profunda depressão se apossaram dos que estávamos no bote. Quase não falávamos, mas ouvi alguém dizer: “Podemos ficar aqui por muito tempo, até que nos achem”. Nós nos ocupávamos, incansavelmente, em esquadrinhar o mar em busca da luz de outro navio.
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