Agradecimento

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quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Titanic: 5 mitos que sobreviveram aos 100 anos do naufrágio


2. A última música


Em diversos filmes sobre o Titanic, o grupo de música é mostrado tocando o hino cristão “Nearer, My God, To Thee (Mais perto, meu Deus, para Ti)”. Até hoje não se sabe se era realmente essa a canção que os instrumentistas do transatlântico estavam tocando no momento do naufrágio. Pode-se dizer que a origem do mito tenha sido o jornal Daily Mirror (da Inglaterra), que afirmou que eles estavam tocando a canção enquanto o barco afundava – em uma tentativa de romantizar o acontecimento.
Em 1958, o filme “A Night to Remember” mostrou o naufrágio do Titanic ocorrendo com a já mencionada canção (você pode ver o vídeo acima deste parágrafo). James Cameron achou a sincronia entre música e imagens perfeita e decidiu utilizar a mesma ideia em seu filme (o vídeo abaixo mostra a versão de Cameron).
Há duas diferenças básicas nas versões: a de 1958 mostra os músicos cantando até o momento em que a água começa a arrastá-los; enquanto na de 1997, eles tocam uma versão instrumental de “Nearer, My God, To Thee”, que é interrompida quando um dos violinistas diz: “Senhores, foi um privilégio tocar com vocês esta noite”.


sábado, 25 de agosto de 2012

Morrem mais mulheres e crianças nos naufrágios



O Titanic foi uma excepção, com uma proporção maior de mulheres e crianças salvas do que homensO Titanic foi uma excepção, com uma proporção maior de mulheres e crianças salvas do que homens (Reuters)
 Edward Smith é uma excepção. O comandante do Titanic, que a 14 de Abril de 1912 colidiu com um icebergue e se afundou matando mais de 1500 pessoas, é uma figura polémica devido à sua responsabilidade no naufrágio.
Mas foi Smith quem ordenou que as mulheres e as crianças fossem para os botes salva-vidas. Na maioria dos naufrágios, isto não sucede e as mulheres e as crianças são as que menos se salvam, enquanto a tripulação e os homens tendem a sobreviver mais, revela um artigo na revista norte-americana Proceedings of the National Academy of Science.

“Fiquei muito surpreendido por ser tão claro que as mulheres morrem mais do que os homens nos naufrágios e de como o Titanic era uma excepção tão grande [70% das mulheres salvaram-se]”, diz ao PÚBLICO Mikael Elinder, da Universidade de Upsala, na Suécia. Elinder quis perceber o comportamento das pessoas num caso extremo. E se o exemplo do Titanic, tão enraizado na consciência colectiva, reflectia a norma.

Para isso, o autor analisou 18 naufrágios, ocorridos entre 1852 e 2011, com mais de 15.000 pessoas envolvidas e colocou várias hipóteses sobre quem tinha mais hipóteses de sobreviver. Se as mulheres e as crianças fossem as primeiras a serem salvas, então estes dois grupos teriam vantagens. O resultado foi o contrário: as mulheres têm cerca de metade das probabilidades de se salvarem em relação aos homens e as crianças são quem mais morre. Cerca de 50% das crianças no Titanic conseguiu salvar-se, enquanto na média dos 18 naufrágios apenas 15% foi resgatada.

“Isto mostra que as pessoas estão todas a pensar em si próprias e que as crianças têm poucas possibilidades de sobreviver sozinhas”, diz Elinder. As mulheres, considera o cientista, “têm menos força e são menos agressivas”, o que lhes pode trazer desvantagens nestas situações. Mas, conclui o artigo, quando há uma ordem de comando para o salvamento as hipóteses destes dois grupos sobem. Para Elinder, isto permitirá sobrevivências equivalente entre todos.

Outro mito que este trabalho deita por terra é a regra de que o comandante é o último a abandonar o navio. Em mais de 40% dos naufrágios, ele conseguiu salvar-se. "O comandante sobreviveu ao naufrágio que matou centenas de pessoas, por isso não é o último a sair do navio", diz o investigador, lembrando o naufrágio recente do cruzeiro italianoCosta Concordia, em que o comandante abandonou o navio assim que se deu o acidente.






sexta-feira, 20 de julho de 2012

Titanic: 5 mitos que sobreviveram aos 100 anos do naufrágio


Mito 1. “Nem Deus pode afundar o Titanic”


Apesar de essa frase ser muitas vezes repetida para mostrar que os grandes nomes da White Star Line (a empresa responsável pelo navio) e o comandante da embarcação estavam superestimando o poder do Titanic – e que, claramente, haviam se enganado –, ela pode não ser real. Pelo menos é o que afirma Richard Howells, especialista do Kings College de Londres.
Ele afirma que esse mito pode ter sido introduzido no imaginário popular após o acidente. Segundo o pesquisador, a White Star Line nunca disse que o navio era invulnerável. Há também relatos de que havia muito menos publicidade em torno do Titanic do que se imagina, pois o grande nome da construção naval na época era o Olympic – um navio-irmão do Titanic criado pela mesma empresa e responsável pelo mesmo trajeto em anos anteriores.


Titanic II terá compartimento de segurança





O bilionário australiano Clive Palmer informou nesta terça-feira que sua versão moderna do Titanic terá um novo "compartimento de segurança", além da primeira, segunda e terceira classes do original.
Ao apresentar as plantas preliminares e projetos do Titanic II, que será construído na China, o magnata da mineração afirmou que a embarcação terá os nove compartimentos originais e um adicional de segurança.
"Isso serve para garantir que o navio seja perfeitamente condizente com as normas atuais de segurança", explicou Palmer em uma declaração à AFP.
"Também irá aumentar a área acessível aos passageiros", acrescentou.
O novo compartimento terá botes salva-vidas, calhas e tobogãs de evacuação, assim como novos cômodos comuns a todos os passageiros.
Palmer disse que as plataformas mais altas irão abranger os salões, escadas, cabines e outros cômodos semelhantes aos do Titanic original, que naufragou em 15 de abril de 1912, após colidir com um iceberg em seu trajeto para Nova York.
Contudo, os planos da Deltamarin, companhia finlandesa responsável pelo design e engenharia do navio, também incluem uma nova escada de emergência e elevadores de serviço, além de um deck remodelado para conter as acomodações da tripulação, lavanderia e a maquinaria.
O exótico bilionário anunciou que a primeira viagem do Titanic II está agendada para o fim de 2016, quando deve partir da China em direção à Inglaterra para depois seguir seu trajeto original até os Estados Unidos. O interesse foi "extraordinário", disse.
Palmer afirmou que o navio terá um cassino, mas haverá "restrições rígidas" sobre quem poderá jogar.
"Haverá uma espécie de triagem para garantir que as pessoas que joguem tenham dinheiro para bancar as apostas", disse ele, segundo Associated Press na Austrália.
O empresário, que tem uma fortuna estimada em Aus$3,85 bilhões (US$ 3,96 bilhões), de acordo com a revista australiana BRW, contou que a proa do Titanic II terá aproximadamente um metro a mais de comprimento do que o original, para dar mais "estabilidade".
"No entanto, mantivemos a essência do Titanic com a primeira, segunda e terceira classes. Eu acho isso muito importante", considera Palmer.
"Assim, se você comprar uma passagem para a terceira classe, poderá dividir o banheiro, sentar em uma longa mesa para jantar para comer um ensopado irlandês e dançar todas as noites", brinca o empresário, que diz que ele próprio vai viajar de terceira classe.
Palmer não confirmou o valor do projeto, mas afirmou não estar buscando parceiros financeiros para reconstruir o navio, cujo naufrágio completou um século.
"Se você procura parceiros, as coisas podem não se concretizar. Isso é apenas para eu dar um pequeno passeio ao redor do mundo", disse.
Houve certo ceticismo quando Palmer anunciou em abril seus ambiciosos planos de construir o Titanic II com as mesmas dimensões de seu antecessor.
Embora ainda não tenham sido aprovadas, para Palmer, as plantas demonstram o compromisso de sua companhia, a Blue Star Line, com o projeto, e permitem que a chinesa CSC Jinling Shipyard inicie os trabalhos.
O navio terá quase 270 metros de comprimento e uma tonelagem bruta estimada de 65.000 toneladas.

O Titanic original, construído em Belfast, na Irlanda, afundou em sua primeira viagem, de Southampton para Nova York, matando mais de 1.500 pessoas, entre passageiros e tripulação.  
Novo Titanic terá compartimento extra de segurança, diz dono do projeto
Novo Titanic terá compartimento extra de segurança, diz dono do projeto

segunda-feira, 16 de julho de 2012

VANDALISMO EM MEMORIAL


De acordo com a polícia de Surrey, o memorial ao Titanic em Godalming tem sido vítima de vandalismo e pode entrar em colapso se tais atos continuarem. O memorial foi erguido dois anos após o naufrágio. No dia 02 de dezembro de 2010, três grandes pedras de apoio ao monumento foram retiradas do Memorial Phillips. No mês anterior, entre os dias 29 e 30 de novembro, de 10 a 15 pedras de calçada também foram roubadas sob os pilares da galeria. A polícia de Surrey vem realizando várias patrulhas extras no Memorial Phillips desde os roubos.

"Estamos fazendo tudo que podemos, não só para evitar novas infrações cometidas na área, mas também para levar os responsáveis à justiça. O grupo de segurança do bairro juntou-se a outros colegas de outras unidades para efetuarem patrulhas regulares na área.", disse Derek Fry, Diretor do Departamento Policial da cidade.

O memorial foi construído em 1914 em homenagem a Jack Phillips, telegrafista-chefe do Titanic, e é considerado um dos maiores já construídos para lembrar o valor de uma única vítima do Titanic.

“O Memorial Phillips foi construído como um testamento para um herói que deu sua vida para tentar salvar milhares de outras vidas e deve ser um espaço para que as pessoas da cidade possam se orgulhar. É decepcionante a profundidades que algumas pessoas têm de destruir ou por diversão ou por lucro." disse Derek Fry.

Em julho de 2010 o conselho da cidade de Waverley disse ter recebido o apoio inicial, numa tentativa de mobilização para arrecadar fundos para a restauração do Memorial Phillips, incluído o parque. A intenção do conselho é restaurar o memorial a tempo para o centenário do naufrágio em 2012.

O vereador de Waverley, Roger Steel, disse que a Heritage Lottery Fund e a Big Lottery Fund teriam anunciado o apoio inicial de 25.600 libras ( +/- U$39.000 ) para o inicio da restauração. O financiamento seria o primeiro passo para ajudar a cidade de Waverley a se preparar completamente para as grandes melhorias para o parque em Godalming. Roger Steel disse que o projeto terá um custo total de 280.000 libras ( +/- U$435.300 ) e além da recuperação do memorial, haverá uma reforma no jardim, sinalização, acessos e lugares.

O memorial foi projetado por Gertrude Jekyll e Hugh Thackeray Turner, mas sofreu várias alterações ao longo dos anos. A mudança mais significativa foi em 1965, quando a galeria sul foi substituída por uma estrutura aberta de madeira pergolado.

Fonte: BBC News

quarta-feira, 20 de junho de 2012

UMA NOVA VIDA: TERCEIRA CLASSE DO TITANIC





A terceira classe as  acomodações do Titanic ,  estavam entre os melhores no momento. A White Star Line queria apelar a todas as classes. As cabines da terceira classe foram projetadas para acomodar de dois a seis passageiros, agrupados por família ou de gênero. Mobiliário, incluindo beliches, lavatórios, eletricidade e calor, ajudou a chamar a atenção de muitos imigrantes que se dirigem aos Estados Unidos para começar uma vida nova.

Uma vez que os passageiros estavam a bordo do Titanic ficavam em suas áreas respeitados com base na classe. Você pode encontrar muitas vezes passageiros da terceira classe no quarto Geral. Este quarto serviu para muitos propósitos, incluindo um berçário, sala de estar e uma área de recolhimento geral. Crianças na terceira classe gastaram seu tempo a jogar jogos na popa ou a explorar as partes do navio que tinham acesso.

DOROTHY GIBSON A SOBREVIVENTE ESTRELA



Biografia


Dorothy Gibson em ilustração de Harrison Fisher, 1911.
Dorothy nasceu em 17 de maio de 1889, filha de John A. Brown e Pauline Boesen, como Dorothy Winifred Brown, emHoboken, Nova Jersey. Seu pai faleceu quando ela tinha três anos de idade, em 1892, e sua mãe voltou a se casar, com John Leonard Gibson. Entre 1906 e 1911, ela trabalhou como dançarina e cantora em alguma produções de teatro e vaudeville,sendo o mais importante o musical da Broadway The Dairymaids, de Charles Frohman, em 1907. Ela também foi membro regular do coro em shows produzidos pelos “Shubert Brothers”, no Hippodrome Theatre, em Nova Iorque.
Em 1909, um ano antes de ela se casar com George Battier, Jr,Gibson começou a posar para o artista de comerciais Harrison Fisher, tornando-se uma de suas modelos favoritas. Sua imagem apareceu regularmente em cartazes, postais, produtos de merchandising e ilustrações de livros nos três anos seguintes, e Fisher também escolheu suas semelhanças para as capas de revistas tais como CosmopolitanLadies Home Journal e Saturday Evening Post. Gibson foi divulgada durante todo esse tempo como "The Original Harrison Fisher Girl".Gibson separou-se de Battier, embora o casal não tenha se divorciado até perto de 1916. Em 1911, Gibson começou um caso de amor, que durou seis anos, com o magnata do cinema, casado, Jules Brulatour, chefe de distribuição da Eastman Kodak e co-fundador da Universal Pictures. Brulatour também foi assessor e produtor da Éclair Studios, e apoiou vários dos filmes de Gibson, incluindo Saved From the Titanic, de 1912. Um ano depois, durante enquanto dirigia seu carro esporte, Brulatour atingiu e matou um pedestre. Durante o processo judicial resultante, foi revelado na imprensa que Gibson era sua amante. Embora Brulatour já estivesse separado de sua esposa, mediante a humilhação do escândalo ela resolveu processá-lo para o divórcio, que foi finalizado em 1915. A crescente fama e poder político de Brulatour o obrigaram a legitimar a sua relação com Dorothy Gibson, e os dois finalmente casaram em 1917.Sob legalidade contestada, a união foi dissolvida dois anos mais tarde, como um contrato inválido. Para escapar das fofocas e começar uma vida nova, Gibson deixou Nova Iorque por Paris, onde permaneceu, com exceção dos quatro anos que passou na Itália durante a Segunda Guerra Mundial.
Representada pelo agente teatral Pat Casey, Gibson entrou para o cinema no início de 1911, juntando-se à “Independent Moving Pictures Company” (IMP) como extra e posteriormente ao “Lubin Studios”, como atriz reserva. Foi contratada como atriz principal pela nova sede da “Éclair Studios” em Paris, em Julho de 1911. Ela alcançou empatia imediata com o público, tornando-se uma das atrizes mais destacadas no meio de filme, sendo promovida então a "estrela" em seu próprio direito. Elogiada por seu estilo natural e sutil, foi particularmente eficaz como comediante nos populares Miss Masquerader (1911) e Love Finds a Way (1912), produzidas em Fort Lee, Nova Jersey, e em seguida no centro da florescente indústria cinematográfica americana.
Cartaz do filme "Saved From the Titanic".


A despeito de sua popularidade em comédias, uma de suas performances mais importantes foi a de Molly Pitcher no drama histórico Hands Across the Sea (1911), estreia do estúdio Éclair e seu primeiro trabalho como primeira estrela. Uma dos mais famosos papéis de Gibson foi ela mesma em Saved From the Titanic (1912), baseado em suas experiências no lendário desastre. Saved From the Titanic, lançado um mês após o naufrágio, foi o primeiro de muitos filmes sobre o evento.
Titanic é um dos aspectos mais conhecidos da vida de Gibson. Após um período de seis semanas de férias na Itália com sua mãe, ela estava voltando a bordo do Titanic para fazer uma nova série de fotos para o estúdio Eclair em Fort Lee. As mulheres estavam jogando bridge com os amigos no salão, na noite de colisão fatal do navio com o iceberg. Com dois de seus parceiros de jogo, escapou no primeiro barco salva-vidas, o número 7, que foi lançado.Depois de chegar em Nova York a bordo do navio de resgate “Carpathia”, Gibson foi convencida por seu empresário a aparecer em um filme baseado no naufrágio. Ela não só estrelou o drama, mas escreveu o cenário. Ela ainda apareceu na mesma roupa que usara a bordo do Titanic - um vestido de noite branco de seda coberto com um casaco de lã e casaco.
Embora Saved From the Titanic tenha sido um tremendo sucesso na América, Inglaterra e França  as únicas cópisa conhecidas foram destruídas em um incêndio em 1914, no Éclair Studios. A perda do filme é considerado por historiadores do cinema como seno uma dos maiores do cinema mudo. Outras realizações de Gibson no cinema incluem um dos primeiros ilmes estadunidenses, “Hands Across the Sea”, em 1911, a participação no primeiro seriado americano The Revenge of the Silk Masks, de 1912, e uma das primeiras aparições públicas de personalidade de cinema (janeiro de 1912).Contemporânea de Mary Pickford, Gibson foi a mais bem paga atriz de cinema do mundo na época de sua aposentadoria prematura em maio de 1912. Em uma breve, mas agitada, carreira cinematográfica, Gibson apareceu em um número estimado de 16 filmes da Eclair e em um número indeterminado de filmes do Lubin e dos estúdios IMP. Gibson deixou os filmes para prosseguir a carreira de cantora de coral, e sua aparição mais notável foi no “Metropolitan Opera House”, em “Madame Sans-Gene” (1915).
Final da vida
Simpatizante do nazismo e alegada agente da inteligência, Gibson renunciou à sua participação em 1944. Ela foi presa como agitadora antifascista e encarcerada na prisão de San Vittore, em Milão, da qual ela fugiu com dois outros presos, o jornalista Indro Montanelli e o General Bartolo Zambon. O trio foi ajudado pela intervenção do Cardeal Ildefonzo Schuster e um jovem capelão, o Padre Giovanni Barbareschi, do grupo milanês de resistência, o grupo Fiamme Verdi.
Morando na França, em 1946, Gibson morreu de um ataque cardíaco em seu apartamento no Hotel Ritz de Paris, aos 56 anos. Ela está enterrada no Saint Germain-en-Laye Cemitério. A propriedade de Gibson foi dividida entre o amante, Emilio Antonio Ramos, adido de imprensa da Embaixada de Espanha em Paris, e sua mãe.
Legado
O único filme de Gibson que sobreviveu foi a aventura-comédia The Lucky Holdup (1912). Resgatado pelos colecionadores David e Margo Navone em 2001, foi preservado pelo American Film Institute e agora está arquivado na Biblioteca do Congresso.
O personagem de Susan Alexander, no filme de Orson Welles “Cidadão Kane” (1941) pode ter sido parcialmente baseado em Dorothy Gibson, junto com outras figuras da vida real, Marion Davies, Hope Hampton, e Ganna Walska. Ela também foi a inspiração para um personagem na novela de seu amigo Indro Montanelli, “General della Rovere”, que foi transformada em um premiado filme do diretorRoberto Rossellini, em 1959.
Os autores Don Lynch e John P. Eaton foram os primeiros historiadores contemporâneos a redescobrir Dorothy Gibson, a escrever e fazer palestras sobre ela na década de 1980. O primeiro estudo em profundidade da vida misteriosa de Dorothy foi realizado por Phillip Gowan e Brian Meister e publicado no jornal da Sociedade Britânica de Titanic em 2002. Em 2005, a biografia do primeiro longa-metragem de Dorothy Gibson, por Randy Bryan Bigham, foi liberado.


terça-feira, 19 de junho de 2012

O PRIMEIRO FILME FEITO SOBRE O NAUFRÁGIO DO TITANIC



 Foi um filme mudo de curta metragem, do gênero documentário, estreado a 14 de Maio de 1912. É protagonizado por Dorothy Gibson, uma sobrevivente do naufrágio do Titanic, e dirigido por Étienne Arnaud. O roteiro foi da própria Dorothy.O filme foi realizado em menos de duas semanas, a preto e branco, mas com algumas cenas a cor. Hoje é considerado perdido. As suas únicas cópias foram destruídas num incêndio nos Estudios Éclair, em 1914.Foi uma das primeiras produções a usar cor. Apesar de ter sido filmado a preto e branco na sua maioria, duas cenas foram gravadas em Kinemacolor: a cena em que Dorothy regressa para junto de seus pais depois de ser considerada morta e a cena final, em que o seu pai oferece a filha em casamento a um homem. Embora Saved From the Titanic tenha sido um tremendo sucesso na América, Inglaterra e França  as únicas cópias conhecidas foram destruídas em um incêndio em 1914, no Éclair Studios. A perda do filme é considerado por historiadores do cinema como seno uma dos maiores do cinema mudo 


O que restou do filme, já que ele foi perdido em um incêndio, foram estas fotos raras: 
Cena de Saved From the Titanic

Cena de Saved From the Titanic

Dorothy Gibson

domingo, 17 de junho de 2012

Bilionário australiano vai construir Titanic II



Embarcação original naufragou na primeira viagem, em 1912<br /><b>Crédito: </b> AFP / CP Memória
Embarcação original naufragou na primeira viagem, em 1912
Crédito: AFP / CP Memória
Um dos homens mais ricos da Austrália, Clive Palmer revelou os planos de criar uma versão do século XXI do lendário navio Titanic, que será construído na China, e cuja primeira viagem seria realizada em 2016. O bilionário do setor da mineração disse ter encomendado à estatal chinesa CSC Jinling Shipyard a construção do Titanic II com as dimensões exatas de seu famoso predecessor.

"Será tão luxuoso quanto o Titanic original, mas é claro que contará com tecnologia de ponta do século XXI e os mais avançados sistemas de segurança e navegação", afirmou Palmer em um comunicado. "O Titanic II navegará no hemisfério norte e sua viagem de estreia, da Inglaterra a Nova York, está prevista para o fim de 2016", acrescentou. "Nós convidamos a Marinha chinesa para escoltar o Titanic II em sua viagem inaugural até Nova York", emendou.

O anúncio ocorre semanas depois do centenário de afundamento do Titanic, que foi a pique em 15 de abril de 1912, após colidir contra um iceberg em sua viagem inaugural, entre Southampton e Nova York. Palmer afirmou que o novo navio será uma homenagem ao espírito dos homens e mulheres que trabalharam no cruzeiro original. "Essas pessoas fizeram um trabalho que ainda causam admiração mais de 100 anos depois e nós queremos que este espírito continue vivo por mais 100 anos", falou.

O Titanic foi operado pela White Star Line e foi o maior navio de cruzeiro do mundo na época. Palmer afirmou que sua própria companhia de navegação, a Blue Star Line, ficará a cargo do navio, que terá as mesmas dimensões de seu antecessor, com 840 quartos e nove decks.

Fotos do Titanic mostram evidências de restos humanos

Disposição das botas indicaria que o corpo de alguém teria ficado naquele local. (Foto: AP)




Cem anos depois do naufrágio do Titanic, fotografias inéditas indicam que o fundo do Oceano Atlântico ainda poderia abrigar restos humanos. Imagens sem corte feitas em 2004, divulgadas pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA, sigla em inglês), mostram um casaco e botas enterradas nos sedimentos oceânicos da tragédia.

O diretor da repartição de legado marítimo da NOAA, James Delgado,disse que acredita que a disposição das botas sugere que o corpo de alguém teria ficado naquele local. “Não se trata de calçados que cuidadosamente caíram da bolsa de alguém, um ao lado do outro”, teoriza Delgado.

O cineasta James Cameron, que visitou a carcaça do navio inúmeras vezes, afimou ter encontrado sapatos, mas nenhum resto humano. “Nós vimos sapatos. Vimos pares de sapatos, o que sugere fortemente que havia um corpo lá, em um ponto. Mas nós nunca vimos os restos humanos”.

“Como arqueólogo, eu diria que se trata de restos humanos. Que, nestes sedimentos, há muito provavelmente vestígios forenses desta pessoa”, argumenta Delgado, falando sobre as fotos divulgadas.

O cientista ainda lembra que o navio é um “cemitério submarino” e precisa ser melhor protegido e respeitado. “Existem alguns lugares que são tão especiais que deveríamos ter uma abordagem diferente”, afirmou Delgado.

No início deste mês, os destroços do Titanic ganharam proteção da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Segundo a entidade, mais de 700 mergulhadores já visitaram o local do naufrágio, a 4,3 mil metros de profundidade, no Atlântico Norte, ao largo da costa do Canadá.

domingo, 29 de abril de 2012

HAVERIA CULPADOS NO NAUFRÁGIO DO TITANIC?

O surpreso naufrágio do Titanic foi uma polêmica que se estende até hoje. Inúmeras perguntas, exemplificações de naufrágio, teorias, relatos. Mas será que este naufrágio foi tão simples assim? O que fez o Capitão Smith se esquecer de medir a temperatura da água, e não checar se os binóculos estavam a bordo? Por qual motivo ignorariam os relatórios de presença de Icebergs na região? Não creio que Ismay apostasse suas melhores cartas numa máquina feita pelo homem ainda desafiando a natureza, ele não poderia ser tão ingênuo assim, afinal, problemas acontecem, principalmente numa viagem inaugural. 

FATOS
- O Titanic era equipado com 20 botes salva-vidas, 16 botes fixos e quatro desmontáveis. A quantidade era suficiente apenas para pouco mais da metade das pessoas a bordo (cerca de 1 300). O que fez com que a Lei que regiam a construção de transatlânticos permitisse a conclusão de um navio com botes apenas para a metade dos passageiros? (metade superior, complementando). 
- O “insubmersível” apelido, foi dado ao Titanic devido aos quatro compartimentos frontais que resistiriam se estivessem cheios d’água, no caso de colisão frontal. As portas estanques eram automáticas, e na presença de água, elas eram fechadas. O Titanic flutuaria com os quatro compartimentos cheios, mas acontece que não deixaram colidir de frente, ao invés disso tentaram reverter a estibordo, causando danos de noventa metros no casco abrindo o quinto compartimento. Se fosse colisão frontal, poucos sairiam mortos. O fato é que seria um ato (ousadamente) heróico, por parte de Willian Murdoch, que tentou salvar o navio todo (ou passava pela cabeça ainda a idéia de chegar à Nova Iorque independente do que se faça?). 

CONTROVÉRSIA
- Ninguém havia dito que nem Deus afundaria o navio. O que aconteceu é que, os engenheiros da embarcação ao apresentar as comportas à prova d’água, disseram que tal tecnologia o tornaria PRATICAMENTE insubmersível. As falas e boatos desafiando a lei divina vieram originados do povo (se é que veio), que após saber da notícia, circulariam pelas ruas que nem Deus o afundaria, e não que o pessoal da White Star Line/Harland and Wolff tivera dito isso de fato. 
- Alguns dizem que o SS. Californian, viu o Titanic e não prestou socorro. Outros dizem que os tripulantes do navio estavam dormindo, outros dizem que ele estava ancorado, devido à presença de icebergs, e só retomaria rumo no dia seguinte. De todos os pedidos enviados, o único que recebeu foi o Carpathia, quatro horas de distância do Titanic. Não havia outros navios na área? Qual a real distância que os falados telégrafos Marconi era capaz de transmitir ondas? Não há indícios de possíveis problemas de interferência ou falhas de comunicação? 
- Abril é o pior mês do ano. Seria azar mesmo, a viagem inaugural logo neste mês. Ou proposital, afinal, era praticamente insubmersível. Que iceberg iria afundá-lo? 
- A colocação de passageiros nos botes foi maneirada por, 1º os tripulantes não sabiam manejar os botes, principalmente com a inclinação do navio, 2º acreditavam que o bote poderia rachar com muitas pessoas, por isso alguns saíram com pouco mais de dez passageiros. O resultado foi um tumulto jamais visto, pessoas no desespero fizeram coisas que jamais fariam (alguns homens se arriscaram a se vestir de mulher, para entrar nos botes). 

VAMOS CULPAR QUEM? 
A manhã do dia 15 de abril de 1912 foi bastante confusa. A maioria dos sobreviventes no Carpathia não sabia seus destinos dali em diante. Eles viram ao vivo e a cores o naufrágio do navio (uns assistiram, aqueles que aguardavam nos botes e outros viveram quem ficou na popa até descer). O prédio da White Star Line estava repleto de jornalistas e todos, muitos “bravos” com Ismay. Algumas imediatas notícias saíram dizendo que o Titanic fora salvo. A realidade bateu na porta quando os sobreviventes chegaram à Nova Iorque, e disseram o que passara na naquela noite. Particularmente, eu diria que o naufrágio do Titanic foi conseqüência de uma grande ambição, que foi projetada rápida demais. A vontade de chegar à Nova Iorque um dia anterior foi consentida, mas com 1,500 vítimas e 700 traumatizadas. Um exemplar engenheiro chefe, morrer enclausurado dentro do navio, um capitão à beira da aposentadoria, e inúmeras vidas que só elas para dizer o que foi de fato, o naufrágio do Titanic. 

Livros Fontes:
A Maldição do Titanic,
A Night to Remember,
Titanic Survivor - Violet Jessop
 

terça-feira, 17 de abril de 2012

NO DIA 17 DE ABRIL

 

17/04/1912
Na data prevista para a chegada do Titanic a Nova York, a White Star Line, freta o Mackay-Bennett, da Commercial Cable Co., para procurar corpos na zona do naufrágio.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

MATÉRIA EXIBIDA ONTEM NA RECORD


Matéria originalmente exibida em 15/04/2012, aniversário de 100 anos do naufrágio do RMSTitanic, no Domingo Espetacular, pela Rede Record.

OS FATOS DEPOIS DE 15 DE ABRIL





16/04/1912
Nova comunicação da White Star Line ao Board of Trade, em Londres: pesarosa, a empresa admite a gravidade do acidente e o salvamento de menos de um terço das 2.227 pessoas que se encontravam a bordo.

domingo, 15 de abril de 2012

HÁ 100 ANOS NO DIA 15/04/1912

0h:00min
Ismay conversa com o engenheiro Bell. Os problemas são sérios, diz o técnico, mas as bombas de esgoto vão manter a flutuação. Boxhall desce outra vez. Na sala do correio, já com meio metro de água, os agentes ainda tentam salvar a correspondência.

0h:05min
Andrews retoma com informações desoladoras. Os quatro primeiros compartimentos de colisão estão inundados, forçando a proa para baixo. Em breve a água ultrapassará a quarta antepara, passando ao quinto compartimento, e assim sucessivamente. O navio não foi construído para enfrentar danos de tal magnitude e o naufrágio ocorrerá em uma hora e meia, talvez duas. O capitão manda que os botes sejam descobertos e os passageiros convocados às áreas superiores externas, todos com coletes salva-vidas.

0h:10min
No Californian, o Terceiro Oficial Charles Groves, tenta contatar pela lâmpada Morse com o navio imóvel e iluminado. Não obtêm resposta. O Capitão Lord pede ao Segundo Oficial Herbert Stone, que observe. Ele ainda acha que não é o Titanic, mas um cargueiro. A maioria das caldeiras foi fechada e nuvens de vapor manam das válvulas de segurança no corpo das chaminés, exaurindo a pressão resultante da parada dos motores. O barulho é tamanho que dificulta a comunicação entre as pessoas no convés dos barcos. As caldeiras distantes da proa continuam em funcionamento, sob o comando do engenheiro Bell, para que acionem as bombas de esgoto e alimentem os geradores, assegurando energia para a iluminação e o serviço telegráfico.

0h:15min
O mecânico Ernest Gill que espairece na coberta do Californian, observa as luzes do navio parado. Ele julga que é um vapor alemão de passageiros, em viagem para Nova York. Na Sala Marconi, perplexos, os telegrafistas acabam de ouvir o capitão ordenar pedido de socorro a todos os navios. Os dedos nervosos de Phillips acionam o manipulador. O primeiro a responder é o alemão Frankfurt, do Norddeutscher Lloyd: está na escuta e logo chamará de volta. O La Provence, da Compagnie Generale Transatlantique, e o Mount Temple, da Canadian Pacific, copiam a mensagem, também ouvida na estação Marconi de Cape Race. A bordo, os passageiros circulam como sonâmbulos, e tal atmosfera de irrealidade se adensa quando, por ordem do capitão, o conjunto de Wallace Hartley começa a tocar peças do ragtime na sala de estar da Primeira Classe, entre elas “Alexander’s Ragtime Band” e “Great Big Beautiful Doll”. Mais tarde, vai transferir-se para o convés dos barcos, tocando junto à porta de bombordo da grande escadaria da proa.

0h:17min
Nova mensagem do Titanic a todos os navios

0h:18min
O código de emergência é ouvido pelo Ypiranga, da Hamburg-Amerika Linie. O Frankfurt comunica que se encontra a 283km.

0h:20min
Andrews é um altruísta, não é em vão que, dos oficiais aos carvoeiros, todos os tripulantes o estimam, e sendo o construtor do navio, mais aguda se torna sua angústia. Andrews pede que Etches o acompanhe ao convés C e confira cabine por cabine, avisando que os coletes salva-vidas se encontram na prateleira superior do roupeiro. Etches desce e no caminho vê o comissário McElroy em sua sala, cercado de homens e mulheres. São passageiros da Primeira Classe em busca de jóias e valores em depósito.

0h:25min
No Carpathia, da Cunard, navegando de Nova York para Gibraltar e comandado pelo Capitão Arthur Rostron, o telegrafista Harold Cottam, ainda ignora o que aconteceu com o Titanic, e antes de desligar o aparelho e ir dormir, resolve alertá-lo que copiou mensagens de Cape Race. Nos minutos seguintes outros navios chamarão, mas, à exceção do Mount Temple, a 90km, estão distantes: o Birma, da Russian East Asiatic, 130km, o Virginian, da Allan Line, 315km, e o Baltic, da White Star Line, a 450km. O Titanic apresenta forte inclinação para frente e para bombordo, mas os passageiros, simplesmente, negam o que seus olhos vêem. Se nem Deus consegue afundar este navio, por que um magote de gelo sujo o conseguiria? O Capitão Smith ordena finalmente: todos, sem precipitação, preparem-se para abandonar o navio. Primeiramente, mulheres e crianças. O embarque de estibordo começa a ser coordenado por Murdoch, o de bombordo, por Lightoller.

0h:26min
Boxhall deixa sobre a mesa de Phillips um papel com a nova posição calculada do Titanic.

0h:30min
No convés C, os comissários McElroy e Barker ainda atendem ansiosos passageiros que exigem a devolução do que guardaram. Mais uma vez, o Californian tenta em vão contatar pela lâmpada Morse com o navio parado. No Mount Temple, de Antuérpia para Nova York, o Capitão Moore ordena que o navio, em sua velocidade máxima de 11,5 nós siga na direção do Titanic.

0h:34min
Phillips faz contato com o Olympic, comandado pelo Capitão Haddock, a 926km de distância. O Capitão Haddock desvia o curso, mas para chegar à zona do naufrágio precisa navegar 23 horas. O Carpathia está a 91km de distância. Sua velocidade de cruzeiro é de 14,5 nós. O Capitão Rostron manda imprimir pressão total às caldeiras. A calefação é desligada, para que todo o vapor produzido se destine aos motores, e o velho navio agora avança à velocidade jamais experimentada de 17,5 nós. Contudo, não espera alcançar o Titanic antes das quatro horas da manhã.

0h:40min
Murdoch e Lightoller organizam o embarque na penumbra, sob a supervisão de Wilde. Não é permitido que os homens se aproximem. Os emigrantes compreendem, finalmente, que precisam abandonar as cabines e os pertences: a água avança. Quando começam a subir, encontram as portas dos conveses superiores fechadas e vigiadas por tripulantes que só permitem a passagem das raras mulheres e crianças que se apresentam. Aos homens, é assegurado que está vindo uma embarcação para socorrê-los.

0h:45min
Murdoch, auxiliado por McElroy, Ismay e Pitman, arria de estibordo o Standard 7 com apenas 28 pessoas (16 homens e 12 mulheres = 03 tripulantes e 25 passageiros da Primeira Classe), sob o comando do vigia Hogg. Phillips, por sugestão de Bride, emprega pela primeira vez o novo código SOS. As luzes do navio desconhecido ainda promovem esperanças, e os timoneiros Rowe e Bright, orientados por Boxhall, iniciam o lançamento dos foguetes de sinalização, oito ao todo, com intervalos de aproximadamente cinco minutos. Os foguetes sobem a mais de 24m e explodem em 12 estrelas brancas. No Californian, tripulantes observam foguetes, e o aprendiz de oficial James Gibson, informa o Capitão Lord. Vistos à distância, não se elevam a grande altura e não produzem nenhum som. O capitão conclui que são fogos festivos. Outro tripulante os confunde com estrelas cadentes.

0h:50min
Em seu alojamento, o Capitão Lord comunica-se pelo tubo com o Segundo Oficial Stone, na sala de navegação. Quer saber se o navio iluminado está mais perto. O outro informa que não e acrescenta que o mesmo está lançando foguetes, mas não responde à lâmpada e agora já se afasta. O capitão vai dormir.

0h:52min
O mecânico Gill, no Californian, viu os primeiros foguetes e desconfia de que o navio tem problemas. Como é apenas um trabalhador da casa de máquinas, não lhe corresponde fazer observações marítimas e menos ainda comunicá-las ao capitão, guarda para si a suspeita.

0h:53min
Lowe e Pitman tratam do embarque no Standard 5. A operação é demorada, os tripulantes não têm familiaridade com os turcos e Ismay atrapalha com ordens absurdas. Lowe perde a paciência e o interpela: - Quer que eu lance o barco mais depressa? Quer que afogue a todos? Se parar de me infernizar posso fazer o que precisa ser feito. O dono do navio não retruca e se afasta. Murdoch ordena que Pitman assuma o comando do Standard 5.

0h:55min
Lightoller arria de bombordo o Standard 6, com 27 pessoas (03 homens e 24 mulheres = 02 tripulantes, 24 passageiros da Primeira Classe e um da Terceira Classe), sob o comando do timoneiro Hichens. O bote desce e, sete metros abaixo, na altura do convés C, Hichens grita, reclamando que precisa de um navegador. O Major Peuchen adianta-se e revela a Lightoller sua condição de iatista. O oficial, aferrado ao propósito de embarcar apenas mulheres, crianças e remadores, resmunga que se Peuchen é de fato um homem do mar, deve agarrar um cabo e descer por ele. Os 52 anos do major não se intimidam. Ele se pendura e desliza até o bote. É o seu 28º ocupante. Murdoch e Lowe arriam de estibordo o Standard 5 com 39 pessoas (15 homens, 23 mulheres e uma criança = 03 tripulantes e 36 passageiros da Primeira Classe), sob o comando de Pitman.

1h:00min
Lightoller manda o marujo Samuel Hemming, trazer as lanternas de emergência, ainda guardadas. Tardia providência, três botes já foram lançados sem luz e outros ainda o serão, antes que as lanternas apareçam. Na proa, a água cobre a inscrição com o nome do navio. Phillips envia nova mensagem ao Olympic, indicando a posição e frisando que o navio bateu no gelo. A banda continua tocando. Murdoch e Lowe arriam de estibordo o Standard 3, com 48 pessoas (23 homens, 24 mulheres e uma criança = 10 tripulantes e 38 passageiros da Primeira Classe), sob o comando do marujo Moore. Sir Cosmo Duff Gordon encosta em Murdoch e, referindo-se ao Cúter 1, pergunta se pode tomá-lo com sua esposa, o oficial autoriza. Wilde organiza embarque no Standard 8, auxiliado por Gracie. Isidor Strauss traz a esposa, Rosalie. No último instante, da retrocede, não quer tomar o bote, sem seu marido Isidor, que recusa embarcar antes dos outros homens, o coronel e outros não conseguem persuadi-la.

1h:10min
Arriado o Cúter 1, com apenas 12 pessoas onde cabem 40 (10 homens e duas mulheres = 07 tripulantes e 05 passageiros da Primeira Classe). A operação é na área de Murdoch, mas quem a procede são tripulantes que, ato contínuo, pulam para o bote, provavelmente em decorrência de entendimento prévio com Sir Cosmo. O comando é do vigia Symons. Wilde arria de bombordo o Standard 8 com 39 pessoas (04 homens e 35 mulheres = 04 tripulantes e 35 passageiros da Primeira Classe), sob o comando do marujo Thomas Jones. O mar desborda a sexta antepara. A terceira sala das caldeiras, no meio do navio, está inundada. Alguns fornalheiros fugiram, um pequeno grupo ficou para trás e é alcançado pela água. Wilde já se ocupa do Standard 10. Com o navio adernando para bombordo, o bote pendurado afasta-se mais de meio metro do convés.

1h:15min
Pronuncia-se a inclinação do navio para bombordo. Indignado, Andrews exige dos oficiais que os botes sejam arriados com lotação completa. Murdoch manda que o Standard 9 seja carregado no convés A, cujas aberturas, nesta seção, não dispõem de telas.

1h:17min
Phillips renova o pedido de socorro a todos os navios.

1h:20min
Phillips repete sem cessar a mensagem de CQD. O navio, agora, aderna para o outro lado, mas em minutos tornará a pender para bombordo: com a água a irromper por todos os caminhos dos conveses inferiores. As portas do convés dos barcos que dão para as escadarias foram fechadas para evitar que a invasão dos passageiros da Terceira Classe venha a tumultuar o embarque. Tripulantes controlam a multidão, permitindo tão-só a passagem das mulheres e crianças que se apresentam. Wilde arria de bombordo o Standard 10 com 54 pessoas (07 homens, 42 mulheres e 05 crianças = 05 tripulantes e, em maioria, passageiros da Segunda Classe), sob o comando do marujo Edward Buley. Murdoch arria de estibordo o Standard 9, com 56 pessoas (16 homens, 38 mulheres e duas crianças = 08 tripulantes e, em maioria, passageiros da Segunda Classe), sob o comando do contramestre Haines.

1h:25min
Wilde, auxiliado por Grade, arria de bombordo o Standard 12 com 42 pessoas (03 homens, 37 mulheres e duas crianças = dois tripulantes e, em maioria, passageiros da Segunda Classe), sob o comando do marujo Frederick Clench. Enquanto o bote desce, o 43º passageiro: é o britânico Gus Cohen, da Terceira, que pula do convés, tombando sobre a também britânica Lutie Parrish, da Segunda, e ferindo-lhe o tórax e a perna. Arriado por Murdoch do convés A de estibordo o Standard 11, com 70 pessoas (12 homens, 51 mulheres e 07 crianças = 09 tripulantes e, em maioria, passageiros da Segunda Classe), sob o comando do timoneiro Sidney Humphreys. Lightoller arria de bombordo o Standard 14 com 63 pessoas (11 homens, 41 mulheres e 11 crianças = 08 tripulantes e, em maioria, passageiros da Segunda Classe), sob o comando do Oficial Lowe.

1h:30min
Benjamin Guggenheim retoma à cabine para trocar de roupa e se prepara para afundar como cavalheiro. Os passageiros da Terceira Classe forçam a porta de uma das escadarias, invadindo o convés dos barcos. Entre eles, inúmeras mulheres e crianças. Os homens portam punhais, facas, porretes, e lutam com a tripulação para abrir caminho. Segundo o Dr. Dodge, que ainda está a bordo, alguns são mortos a tiros. Em meio ao tumulto, o Capitão Smith é visto caminhando no convés A em estado de choque, ignorando o que acontece à sua volta.

1h:31min
Do Titanic para o Olympic: Casa de máquinas inundada.

1h:33min
No mar, os botes se distanciam lentamente do Titanic para evitar a sucção do afundamento. No Cúter 1, o Money Boat, lançado há meia hora, os tripulantes perdem o senso de direção: remam diretamente para um grupo de luzes até perceber que são as do navio que afunda.

1h:35min
Murdoch arria do convés A de estibordo o Standard 13, com 64 pessoas (21 homens, 35 mulheres e 08 crianças = 06 tripulantes e, em maioria, passageiros da Terceira Classe), sob o comando do fornalheiro-chefe Barrett. Trinta segundos após o lançamento do 13, Murdoch arria do convés de estibordo o Standard 15, com 70 pessoas (29 homens, 35 mulheres e 06 crianças = 05 tripulantes e, em sua maioria, passageiros da Terceira Classe), sob o comando do fornalheiro Frank Dymond. Enquanto Rowe lança o oitavo e último foguete, Lightoller, auxiliado por Moody, arria de bombordo o Standard 16, com 56 pessoas (06 homens, 45 mulheres e 05 crianças = 06 tripulantes e, em sua maioria, passageiros da Terceira Classe), sob o comando do mestre-de-armas Joseph Bailey. Gritos no convés de bombordo, é Wilde defendendo o Cúter 2. A estibordo, tiros: é Murdoch, já menos complacente, a impedir que um grupo de homens ocupe o Dobrável C.

1h:37min
Do Baltic para o Titanic: Estamos correndo em sua direção.

1h:40min
Wilde arria de estibordo o Dobrável C, com 69 pessoas (17 homens, 38 mulheres e 14 crianças = 05 tripulantes e, em maioria, passageiros da Terceira Classe), sob o comando do timoneiro Rowe. A descida é acidentada. Aderna tanto o navio para bombordo que o bote roça várias vezes no costado, correndo o risco de ter as bordas de lona rasgadas pelas cabeças dos rebites. Os homens, manejando os remos contra o casco, conseguem mantê-lo afastado. Do Titanic para o Birma: Afundando rapidamente. Passageiros nos botes.

1h:45min
Wilde arria de bombordo o Cúter 2, com 25 pessoas (06 homens, 15 mulheres e 04 crianças = 04 tripulantes e, em maioria, passageiros retardatários da Primeira Classe), sob o comando de Boxhall, que porta alguns foguetes de sinalização. Do Titanic para o Carpathia, última mensagem que este copia: Venha logo. Sala de máquinas inundada acima das caldeiras.

1h:47min
O Caronia ouve o Titanic, mas os sinais são fracos, indecifráveis.

1h:48min
O Asian tenta retomar contato, igualmente sem resultado.

1h:50min
Lightoller trabalha no retardado carregamento do Standard 4. Astor auxilia Madeleine e, observando que há lugares vagos, pergunta se pode acompanhar a esposa grávida, o acesso a ele é negado.

1h:55min
Lightoller, finalmente, arria de bombordo o barco atrasado, o Standard 4, com 40 pessoas (07 homens, 26 mulheres e 07 crianças = 07 tripulantes e, em esmagadora maioria, passageiros da Primeira Classe), sob o comando do timoneiro Walter Perkis. Sobram 25 lugares neste barco reservado para a elite e nem um só é oferecido às 56 crianças da Terceira Classe que vão morrer em meia-hora.

2h:00min
Os navios Olympic, Frankfurt e Baltic chamam o Titanic. Sem resposta. A banda toca hinos, toca também Nearer, my God, to thee (Mais perto de ti, Senhor), composição de Sarah Flower Adams em 1841, que Wallace Hartley costuma dizer que reserva para seu funeral. No convés A, Lightoller instrui os subordinados a formarem um círculo com os braços dados, para que apenas mulheres e crianças embarquem no Dobrável D, já pendurado nos turcos do Cúter 2.

2h:05min
O naufrágio pode ocorrer a qualquer momento. Toda a sorte de objetos desliza na direção da proa. Dos salões, das cabines, das cozinhas, sobem aos conveses superiores o estalejar de louça, vidros, metais, e as detonações do mobiliário ao chocar-se contra as paredes de vante, atribuindo uma cadência apocalíptica ao estridor das válvulas de segurança. Arriado do convés A de bombordo o Dobrável D com 44 pessoas (07 homens, 33 mulheres e 04 crianças = 03 tripulantes e, em maioria, passageiros da Primeira Classe), sob o comando de Arthur Bright. É o último de bombordo e leva os meninos Edmond e Michel Navratil, de dois e três anos, que foram raptados pelo pai, em litígio com a mãe, e viajam com nomes falsos. Andrews é visto sozinho na sala dos fumantes da Primeira Classe, sentado, imóvel. Com o colete abandonado sobre a mesa, espera placidamente a morte, assumindo uma culpa que, afinal, é muito menos dele do que de outros.

2h:10min
O castelo da proa está submerso e a água ultrapassa a guarda de vante do convés A. Na cobertura do alojamento dos oficiais, os tripulantes, afobados, não conseguem retirar a lona que protege os dobráveis A e B, fixada por cordas, que serão cortadas com um canivete. Na Sala Marconi, o capitão libera os telegrafistas. Segurando-se onde pode para não escorregar no piso inclinado, vai à sala de navegação. Phillips envia a última mensagem, ouvida só pelo Virginian e com sinais tão débeis que não são decifrados. A banda toca Autumn.

2h:15min
A banda já parou de tocar. Murdoch, segundo Lightoller, manda pendurar o Dobrável A, já arriado de cima do alojamento do capitão, nos turcos do Cúter 1. A água transpõe a guarda da asa de bombordo da ponte e já alcança as primeiras janelas da sala de navegação. O capitão é visto nas imediações, mas Bride vai testemunhar que, na verdade, ele já pulou para o mar. O navio balança-se para frente, provocando ondas que se dissipam no convés dos barcos. Um dos oficiais suicida-se com um tiro na têmpora, ocorrência que três pessoas vão relatar. Lightoller e tripulantes, sobre o alojamento dos oficiais, empurram o Dobrável B por uma rampa feita com remos. O bote cai emborcado no convés de bombordo. É tarde. A proa mergulha e uma imensa onda invade o convés dos barcos. Lightoller pula e cai no costado do navio, junto a uma grade de entrada de ar da casa de máquinas. Pulam Phillips e Bride.

2h:17min
A água penetra velozmente pela grade da entrada de ar do costado, sugando Lightoller, que submerge com a proa. Logo é devolvido à superfície pela energia da explosão de uma caldeira. Ele nada e, à luz das estrelas, encontra o Dobrável B: é o primeiro passageiro do bote emborcado e parcialmente submerso. Em seguida, terá a companhia do ajudante de cozinha Collins, que dá com o bote ao vir à tona. A obliqüidade do navio, com a popa erguida, quebra a primeira chaminé, que ao tombar mata dezenas de pessoas que flutuam. Outro que escapa e pela segunda vez é Lightoller, a chaminé cai muito perto do Dobrável B. O Dobrável A é alcançado por 22 homens e 2 mulheres. Lightoller e Collins tentam desvirar o Dobrável B, sem sucesso. Logo serão 30 homens, espremidos sobre o fundo do bote.

2h:18min
As luzes do navio piscam uma vez e se apagam. Agora o Titanic é uma ingente massa negra e compacta contra o céu estrelado. Já não o será: com ruídos ensurdecedores, resultantes do deslocamento de toda a tralha de aço arrancada de suas bases, parte-se em dois pedaços, entre a terceira e a quarta chaminés.

2h:20min
Com um rugido monstruoso, a popa começa a mergulhar. As ondas sacodem os botes mais próximos. Aquele prodígio sobre as águas, insígnia da opulência eduardiana, não existe mais, e a deformada carcaça de uma era de esplendor viaja para seu túmulo, num ângulo de 30° e à espantosa velocidade de 75km horários, a 1.600 km da cidade em que Ismay queria aportar na terça-feira.

2h:25min
Mensagem do Birma para o Frankfurt, reportando que se encontra a 127km da zona do naufrágio. No Californian, tripulantes notam que o navio ao longe desapareceu. Concluem que, após uma parada, seguiu viagem.

2h:40min
O telegrafista do Mount Temple informa o Capitão Moore que há quase uma hora o Titanic não se manifesta. No Carpathia, Rostron determina o lançamento de foguetes de sinalização a cada 15 minutos, para prevenir o Titanic ou eventuais náufragos de sua aproximação. Dos 20 botes, apenas quatro ou cinco têm lanternas. Nos demais, os sobreviventes queimam pedaços de papel para indicar a posição e alertar algum navio nas imediações.

2h:45min
O Carpathia encontra vários icebergs e um oficial adverte o Capitão Rostron, que mantêm a mesma velocidade.

3h:00min
O Mount Temple, que vem do leste, depara-se com gelo pesado e diminui a marcha. No Standard 6, Hichens atormenta os passageiros. Em horário impreciso, entre 3 e 4h, as mulheres, lideradas por Margaret Brown, amotinam-se contra Hichens e ameaçam jogá-lo ao mar. O timoneiro enrola-se num cobertor e limita-se a praguejar em voz baixa. Lowe, no Standard 14, assume o comando da operação de salvamento, e faz com que se unam, amarrados, o Dobrável D e os standard 04, 10 e 12. Decidido a retomar em busca de sobreviventes, transfere para outros botes a maior parte dos passageiros que ocupam o seu. Após reunir oito homens, Lowe parte em direção ao resgate de sobreviventes.

3h:05min
Na sala de navegação do Mount Temple, o Capitão Moore vê a luz do mastro de um pequeno navio a pouco mais de um quilômetro à proa e é obrigado a manobrar para não abalroá-lo. A embarcação vem da região do naufrágio. O pesqueiro norueguês Samson, quem sabe?

3h15min
Do Carpathia para o Titanic: Se você continua aí: estamos lançando foguetes.

3h20min
A tripulação do Califomian vê novos foguetes ao sul. Outra festa, como aquela das primeiras horas da madrugada? Em meio a centenas de cadáveres, Lowe descobre quatro pessoas vivas, equilibrando-se sobre destroços que sobrenadam.

3h:25min
Os foguetes são vistos pelos náufragos nos botes. Cottam chama insistentemente o Titanic. O Baltic telegrafa ao Virginian, perguntando pelo Titanic. O Mount Temple pára, cercado de gelo, a 25krn da suposta zona do naufrágio.

3h:30min
O Carpathia chega à área reportada por Phillips e não encontra nada. Nem navio, nem destroços, nem botes.

3h:48min
Do Birma, supondo que o Titanic ainda está na escuta: A toda velocidade em sua direção. Chegaremos por volta das seis horas. Esperamos que estejam bem. Apenas 91 km nos separam.

3h:50min
O Ypiranga avisa a todos os navios que há muito tempo não ouve o Titanic, mas Cottam, no Carpathia, ainda o chama.

4h:00min
O Capitão Rostron manda desligar os motores, à espera. Seus oficiais, apreensivos, perscrutam o mar em todas as direções. No outro lado de um vasto campo de gelo, a tripulação do Californian vê um vapor na região em que, no começo da noite, observou o navio iluminado. O navio Carpathia também já é visto pelos náufragos, inclusive os do Dobrável B, a grande distância.

4h:05min
Um oficial do Carpathia, na proa, percebe no mar uma luz verde. São os foguetes de Boxhall no Cúter 2. O bote se aproxima vagarosamente. Começa a clarear o dia.

4h:10min
O navio manobra para facilitar e o Cúter 2 encosta abaixo da portaló de estibordo. Traz várias crianças. São arriadas escadas. O trabalho de resgate é lento, laborioso, dificultado pelos náufragos: alguns em pranto convulso, outros em estado de choque ou de histeria, além daqueles que se movem com estranhas pausas, calados, sombrios. O bote vazio é pendurado no costado. Em seguida virão os outros, que se distribuem numa área de aproximadamente 8km².

4h:18min
Do La Provence para o Celtic: Há mais de duas horas ninguém ouve o Titanic.

4h:30min
O Mount Temple tenta avançar e se imobiliza diante do mesmo campo de gelo que bloqueou o Californian.

4h:40min
Um segundo bote, o Cúter 1, é recolhido pelo Carpathia.

4h:45min
Recolhido o Standard 5 e, em seguida, o 13. Com intervalos variáveis e em horários imprecisos, vão chegando os demais.

4h:50min
O Mount Temple continua parado no meio do gelo.

4h:55min
Birma e Frankfurt trocam mensagens.

5h:00min
Encrespa-se o mar e aumentam as dificuldades do bote emborcado. A cada vez que é sacudido por uma onda, escapa um pouco de ar de seu interior e a proa afunda mais. Os homens continuam a trocar de posição, mas já estão muito cansados.

5h:10min
O Californian liga seus motores para deixar o campo de gelo. O lugar está cercado de grandes icebergs, esplendoroso panorama a contrastar com a magnitude da tragédia. Dependendo da direção em que lhes bate o sol nascente, suas cores mudam, são brancos, azuis e em tons que oscilam entre violeta e cinza escuro. Move-se também o Mount Temple. Recolhido o Standard 7.

5h:14min
O Birma avisa que se encontra a pouco mais de 50km do Titanic.

5h:25min
O Celtic tenta enviar mensagem ao Titanic através do Caronia, que responde: não há contato.

5h:30min
No Californian, o Chefe dos Oficiais Stewart desperta o telegrafista Evans e, comentando que um navio lançou foguetes durante a noite, aconselha-o a ligar o aparelho. Ele o faz com uma chamada geral, que de imediato é respondida pelo Frankfurt, que reporta que o Titanic naufragou. Evans, nervoso, pede a posição do Titanic. No Dobrável B, Lightoller sopra seu apito e chama a atenção dos botes amarrados, o Dobrável D - rebocado pelo 14 de Lowe, pois está fazendo água - e os standard 04, 10 e 12, a 800m de distância. Lowe manda que o 04 e o 12 voltem e recolham os sobreviventes. Antes do amanhecer, o 12 estará sobrecarregado com 70 pessoas transferidas de outros botes. O Dobrável B, vazio, também é rebocado por Lowe. No Dobrável A, sem as bordas e com o fundo sob a superfície, os náufragos, eretos - entre eles uma mulher, têm o mar nos joelhos. O bote vai afundar. Lowe parte em seu socorro e, antes da abordagem, dispara quatro tiros de alerta: ninguém deve se precipitar sobre o 14, sob pena de emborcá-lo. Três corpos são abandonados no bote, que fica à deriva.

5h:35min
Troca de mensagens entre o Californian e o Mount Temple, que lhe indica a suposta posição do Titanic, como pouco antes o fizera o Virginian. Com o mar apinhado de blocos de gelo, Lord ordena que o navio siga à meia força para a zona reportada.

6h:00min
O Mount Temple vê o Carpathia no outro lado do campo de gelo. Neste, prossegue o resgate dos botes e, da amurada, os passageiros da Cunard os fotografam. Recolhido o Standard 3. Em Nova York, são quase oito horas e já circulam os jornais matutinos com enormes manchetes, como o Herald's: O NOVO TITANIC BATE EM ICEBERG E PEDE AJUDA. NAVIOS CORREM EM SUA DIREÇÃO. Os jornalistas esperam um comunicado do escritório local da WSL. O Vice-Presidente Philip Franklin, desconhecendo que o navio está perdido, declara à imprensa que, mesmo batendo no gelo, ele pode flutuar indefinidamente. E acrescenta: - Nós temos absoluta confiança no Titanic. Estamos certos de que é insubmergível.

6h:15min
Troca de mensagens entre o Californian e o Birma.

6h:30min
Recolhido o Dobrável Cm Ismay esta a bordo. O médico o conduz à sua própria cabine, e durante o resto da viagem Ismay não vai abandoná-la. Não come, não bebe, exceto água com calmantes, e receberá mais tarde uma única visita, a do jovem Jack Thayer.

6h:55min
Recolhidos dez botes. Os passageiros do Carpathia colocam suas cabines à disposição dos náufragos.

7h:10min
O Californian pede ao Mount Temple sua posição. Os navios estão à vista um do outro, a oeste do campo gelado, mas o cargueiro da Leyland Line está mais próximo da zona do naufrágio. Ambos procuram passagens em meio ao gelo.

7h:30min
Em Nova York, já na metade da manhã, acorrem ao escritório da WSL, ansiosos por notícias, familiares e amigos das vítimas, como a esposa de Benjamin Guggenheim, o pai de Madeleine Astor e J. P. Morgan Jr., além de centenas de pessoas desconhecidas. Todos são recebidos com notícias tranqüilizadoras: não há motivo algum para preocupação, o Titanic não afunda, e na remota eventualidade de afundar, é certo que isto só lhe acontecerá após flutuar dois ou três dias. À tarde, aparecerá nas ruas um banner do Evening Sun: TODOS SALVOS NO TITANIC APÓS A COLISÃO.

7h:55min
À meia força, o Califomian começa a cruzar o campo de gelo.

8h:15min
Os náufragos estão a salvo no Carpathia, exceto os do Standard 12. No resgate do 6, minutos antes, a tripulação não queria aceitar a bordo o cão de Elizabeth Rothschild, mas teve de ceder, a mulher só se dispunha a subir se o animal a acompanhasse. No convés, corpos de pessoas que morreram durante a madrugada. Os cirurgiões, na enfermaria, assistem os sobreviventes.

8h:20min
A tripulação do Californian murmura contra o Capitão Lord, por não ter mandado despertar o telegrafista quando soube dos foguetes.

8h:30min
Chega o Californian, afinal, e já não há o que fazer. O Capitão Lord vê no mar pedaços de tábuas brancas, cadeiras de convés, almofadas, tapetes e coletes. Aos poucos, aproximam-se outros navios, entre eles o Birma. Recolhido o Standard 12, encerrado o trabalho de resgate. Lightoller é o último a subir no Carpathia. O navio se movimenta. Em rápida busca às imediações, encontra apenas o corpo de um homem com um sobretudo, que deriva lentamente para o sul. O Major Peuchen estranha, pois, vivos ou mortos, todos deveriam flutuar. Ao mesmo tempo, vê na superfície grande quantidade de cortiça: o tecido dos coletes não resistiu à baixa temperatura da água.

8h:35min
O Mount Temple ouve o Carpathia reportar que recolheu 20 botes (na verdade são 19 botes, pois o Dobrável A, abandonado no mar, será encontrado dias depois pelo Oceanic). Quando o navio passa pela área dos destroços, procede-se a um serviço religioso, tributado àqueles que já não vivem.

8h:50min
Começa a viagem para Nova York.

8h:50min
Nas horas seguintes, um comitê dos sobreviventes recolherá milhares de dólares para doar ao Capitão Rostron e seus subordinados.

9h:05min
O Mount Temple retoma seu curso original, após ouvir do Carpathia que já não precisa permanecer à escura.

9h:50min
Cottam, que agora tem a companhia de Bride no aparelho, passa a ignorar as mensagens que tratam do acidente, alegadamente por ordem do capitão, que manda priorizar as notícias dos náufragos às suas famílias. Notícias que, misteriosamente, só chegarão dias depois.

12h:10min
O Frankfurt chega à zona do naufrágio.

16h:00min
Em horário impreciso, no meio da tarde, mensagem de Ismay para Philip Franklin, em Nova York: Com profundo pesar comunico que Titanic naufragou nesta manhã, após colisão com iceberg, do que resultou severa perda de vidas. Informações completas mais tarde. Outro mistério: a mensagem não é enviada de imediato, ainda que autorizada pelo Capitão Rostron, e só o será na quarta-feira, dia 17, sendo recebida no mesmo dia por Franklin, às 9h da manhã.

18h:16min (horário de Nova York)
Recebida pela WSL norte-americana a primeira mensagem que dá conta do que realmente aconteceu. Vem do Capitão Haddock, do Olympic. Enviada bem mais cedo pelo comandante do Olympic, demorou para chegar, mas jamais se descobrirá se o atraso foi intencional, relacionado com as manobras de ressegurar a carga.

22h:30min (horário de Nova York)
Comenta-se que a White Star Line já dispõe de uma lista parcial de sobreviventes.

23h:55min (horário do navio)
Morre a bordo do Carpathia o marujo William Lyons, que fora retirado da água pelo Standard 4. Sepultado no mar.